Archive for Janeiro, 2009

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Poema Para o Encontro Com a Irmã Neusa

Janeiro 31, 2009

N E U S A  – A PRIMEIRA VEZ

 

Para Que as Ausências Não nos Matem no Encontro

 

“Na Casa do Pai

Há muitas moradas”

 

 

Para Minha Irmã Neusa Correa de Morais

 

 

Não é todo dia que se conhece uma Irmã

Uma irmã que sempre existiu

Que você sabia que estava em algum lugar, como uma lenda

Uma irmã como parte da herança que o Pai deixou

Uma irmã de nome NEUSA.

 

Não é todo dia que se está preparado para morrer

Ou para chorar o suporte doloroso do primeiro Encontro

Para receber a irmã e, em alguns minutos e transbordando lágrimas

Abraçar toda uma existência enorme de mais de meio século

Tudo ali num minuto como um pertencimento final de ausências revisitadas.

 

Não é todo dia que você encontra uma irmã mais sábia que sobreviveu

E também quase morre cinqüenta e seis anos em apenas alguns minutos

E quer que o abraço de encontro dure 56 anos como se a compensar ausências

Porque o abraço de almas gêmeas do mesmo DNA têm sangue, lágrimas, e, ainda mais

Dias, semanas, meses, anos – que se foram; e agora tudo ali se juntando numa fusão

Leite e mel na condutividade espiritual como ouro, incenso e mirra…

 

Não é todo dia que se vira 56 páginas de abraços, rostos colados num único encontro físico

Com potes de lágrimas em louca emoção, coração, alma; e o choque

Pois é o espírito que ama o espírito

Antes do abraço demorado tentando construir e conter 56 anos num só instante.

 

………………………………………………………………………………………………………………………

 

Quase morri esse dia

(Acho que na verdade de alguma maneira nasci de novo esse dia)

Mas, se eu morresse esse dia, janeiro em Itararé

Eu certamente depositaria no céu

Aos pés do meu Pai Antenor

O meu despedaçado coração

E depois do abraço em pranto, muito além do vale da sombra da morte

Eu ainda teria as cores, sons e tintas dos olhos da minha irmã Neusa

E então, finalmente recomposto, diria ao Pai:

-Eis aqui o teu filho. Eis as minhas mãos molhadas com as lágrimas de tua filha Neusa

Eu trouxe o coração dela, Pai

Dentro do meu coração arrebentado, Pai

Para deixar aos teus pés, Pai

Porque agora, finalmente, o Clã Corrêa Leite está completo

 

TEM A LUZ QUE FALTAVA

 

UMA LUZ CHAMADA NEUSA

 

-0-

 

(Itararé, Janeiro, 2009, Chuvas e Lágrimas)

 

Silas Correa Leite, Primeiro Rascunho

E-mail: poesilas@terra.com.br Site: www.itarare.com.br/silas.htm

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(Na Casa do Pai Há Muitas Moradas) – Familia Correa Leite em Sépia

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Itararé Divinizada

Janeiro 7, 2009

itararequinzenovembro

 

Itararé Divinizada

 

Nenhuma ciência pode classificar

O amor do Itarareense por Itararé

Nem teria cabimento a ciência

Querer se fazer de entendida no inexplicável

Itararé é um lugar no DNA

Na corrente sanguínea

Chão de estrelas, palco iluminado

Itararé, cidade poema, é ninhal, encantário…

 

Nenhuma ciência poderia decodificar

A boêmia, o luar, a água de Itararé

Nesta terra de gralhas e pinheiros

Festeira, celeiro de artistas, hangar

De músicos, pintores, poetas, ovnis

Tudo isso na veia

Na mente, como se uma aura ou iluminura

Porque Itararé é mágica, berço esplêndido…

 

Nenhuma ciência traduziria Itararé

Porque ser Itarareense é uma luz

Um código que não é deste mundo

E sabemos ler em versos, prosas e cervejas

Se dinossauros já passaram por aqui

Somos todos rastros

Voaremos para fundar uma Itararé celeste

A partir daqui de Itararé, do céu em nós…

-0-

Silas Correa Leite, da Estância Boêmia de Itararé, Cidade Poema

Email: poesilas@terra.com.br

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