Archive for Setembro, 2009

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O Céu: Um Paraiso de Livros? – Leia o Texto Contundente de Silas Correa Leite

Setembro 25, 2009

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Artigo/Opinião:

O Céu: Um Paraíso de Todos os Livros

“Mais eis que a palavra

Cantoflorvivência

Re-nascendo perpétua

Obriga o fluxo

Cavalga o fluxo num milagre

De vida…”

Orides Fontela

…O Céu deve ser na verdade uma biblioteca… e-n-o-r-m-e – onde repousam todos os personagens, anjos, heróis, narradores implícitos e explícitos, tipos de capa e espada (e de asa nos pés, antenas ligadíssimas e luz nos olhos), esperando não Godot, Ben-Hur, Lewis Carroll, que já estão assentados por lá, mas Um VISITADOR. Esperando serem visitados (na imaginação? no sonho?) pelos benditos Escritores de Livros! Deus, claro, é o supremo Maior Bibliotecário-Comandante-em-Chefe do Universo. E ali também edita suas (nossas) Vidas-Livros, que sonham finais felizes no palco iluminado da Nave Terra-mãe, sob chão de estrelas. Já pensou que demais, diria o Snoopy? …

O Céu, como uma literária e infinita barriga gestora, guarda, assim, todos os livros que foram escritos; os livraços que serão escritos; os imemoráveis e inimagináveis que ainda estão sendo escritos, entre sonhos, sofrências, blues etílicos, alumbramentos e lágrimas, entre pontos de interrogações, tópicos frasais, nexos causais e reticências em braile… Um e outro santo escriba abençoa uma orelha de livro, um arquivista maroteiro com olhos de lince tira os pós das mesmices entre a água e o açúcar do proseio celeste, e Mestre José Carpinteiro ilustra – na mente dos criadores – capas, prefácios, releituras e citações. Um anjo de asas de papel-arroz amanteigado (com reflexos da Via Láctea), com todas as letras de todos os alfabetos do mundo visível e invisível, no sensorial do escritor a cismar alhures, poetas, romancistas, Sentidores (para citar Clarice Lispector), delicadamente com voz de palha em sonata íntimo-espiritual “sopra” o bendito nome da obra-prima, com subtítulo, modus operandi e tudo. Já imaginou?

 …O Céu de todas as Honras e Glórias inimagináveis, claro, tem um arquivo cósmico de todos os historiais. Do gênese supragalaxial, ao salmo cor de rubi, passando pelos mantras-banzos-blues-fados dos apocalipes de mil idéias com signos ficantes. Robinson Crusoé é agora uma abençoada janela-arquivo de lá, num cantinho com pintura xadrez que dá, nos horizontes e crepúsculos, para um ninhal escarlate de suntuosidades binárias, feito rancho de meteoros-metáforas esplendentes.

…O Céu também pode ser só um pouquinho aqui, amostra grátis no DNA metafísico de cada criador e criação. O Escritor que gera livros-árvores, livros-nuvens, livros-circos, livros e pertencimentos enlivrados. Como Hilda Hist, Olga Savary, Clarice Lispector, Proust, Tolstói, Neruda, Saramago, Brecht, Rilke, Cortázar. O escritor ins-pirado, ensimesmado, tocando por uma fagulha de amparo infinital, imagina, desmancha a seco, arrruma, cria, pesquisa e, eureka!. Surgem pedacinhos do céu como Cem Anos de Solidão, O Vermelho e o Negro, Incidentes em Antares, Grandes Sertões Veredas, Sentimentos do Mundo, O Nome da Rosa. A alma de cada um, recolhedor na curva do tempo, no imaginário ou da bateia de memórias, escrevendo uma vida-livro, um clássico. Só por Deus. Fico só sondando o devir, depoimento, rascunho, testemunho letral de um tempo, um povo, um local, uma mente brilhante atiçando implicações que cativarão olhares maviosos.

…No Céu não existe pecado e nem sanção de percurso-viagem-visita (todos serão perdoados?), nós todos, em capa dura ou com colagens de trilhas, temos a nossa vida inteirinha para escrever essa existencialização, tentarmos por uma bela vida e bela obra, com um final feliz. Bem-aventurado aquele que acerta na primeira edição sem cortes. Pois será Céu e na Terra um livro aberto de Deus, Livreiro-mor. No mais, vidas-livros são auferidas, recompostas, registradas, acrescentadas de aforismos, citações célebres, tragédias ou mesmo ilustrações maravilhosas. Que Paraíso de Livros é o Céu, cheios de zilhões de escrivaninhas, estantes, caixas de pandora com suas páginas atemporais…

…No Céu, existir mesmo é conjugar o verbo Escre/Viver; existir é ler (oxigênio matrix), pois não existe Morte ao ler; no ler, por ler. Dormimos o sonho da viagem para dentro de nós, uma vida, um causo, uma croniqueta, uma historiazinha pro Menino Jesus dormir seu sonho de trombetas. Ler é uma busca para a nossa Cura. Cada livro um historial, uma sentição, um rocambole geral a revelar-se em páginas de lágrimas e luzes se misturando, o vermelho e o negro, o azul e o amarelo, a loucura e a lucidez, sob o percurso de um altíssimo balão encantado segurando pontos de interrogações com baunilha num céu de chocolate…

…No Céu, pássaros-marcadores de livros, árvores-papéis de pão, borboletas-vaga-lumes-ideias, pirilampos de tons e nuances, rinocerontes de enlevos, rios de inspirações, nuvens e chuvas de vírgulas, relâmpagos de pensamentos-chaves, tudo o que depois serão versos, estrofes, parágrafos, apresentações, músicas pra alma procurando calma pra se coçar… Cada um lê-se a si mesmo, acrescenta o que se lhe vem a cabeça (consultem sempre o coração), invade pontuações, pondo pingos nos is ou, de relance, quem o sabe um dia, com tantas placas mães e placas de captura, no futural, colocando até pingos em dáblios… Nada é impossível ao que lê.

…Ah “Terra do Era Uma Vez”, o Céu pode ser dentro de cada um de nós aqui. Shangri-lá, Jerusalém, Pasárgada, Santa Itararé das Letras, São Petesburgo, São Paulo, Curitiba, Brasília. A cidade-livro. O herói sempre vence no final, pois a esperança é a inteligência da vida. Vivendo e aprendendo a escrever-se. Lendo e se refazendo, cortando exageros, pois o espírito não tem peça de reposição e nem inventaram bisturi ou silicone para a alma. A re-existencialização-pagina-aberta de cada um ser ou não Ser; cada clã, núcleo de abandono, ilha, adubo, enciclopédia, dicionário, clássico, coleção, gibi, quadrinho, palavra cruzada, cartun, jornais, revistas, livros… almanaques…

…Corra e olhe o céu, diz a balada de Cartola. Traga um céu para si e em si, em todos os recomeços vibracionais. Um Livro, pedaço de seu rio interior. Faça de sua vida-livro um belo romance com realizações e incompletudes que sejam. Sempre fica uma dúvida no ar mesmo, com o que queremos dizer ou soa no diferencial do implícito. Você sempre volta ao local de seu livro de existir. Você é o seu próprio capital de peso. Você é em si mesmo a própria impressão digital, a melhor e a pior prova testemunhal presencial contra e a favor do que você se escrever existindo. Já pensou que risco?. Capriche na narrativa-documento. O leitor-vida-livro sempre vence no final. Na casa do pai já muitas coleções. Escolha o seu cantinho, o seu estilo, a sua ilha-edição. Uma visão ético-plural comunitária ajuda muito nessas horas. Sarar o mundo. Sentir a dor do outro. Corações e mentes enlivrados, já pensou? A sua cara e a sua coragem colorida. Vidas capítulos. Acertos de contas na hora de passar-se a limpo. Refinamentos. Perdendo lastros. Ser feliz é a melhor resposta, a melhor vingança, a melhor solução. EscreViver, evoluir, correr atrás dos sonhos com as mãos limpas e uma lupa magna procurando erros atrás das ilusões perdidas, como se tudo fosse só uma ilha da fantasia em que você de si mesmo e para todos que o rodeiam escreve o roteiro… Silêncio, gravando!

…Seja feliz enquanto escreve nas luzes da ribalta. Seja você seu próprio acervo. Eu fui muito feliz. Eu tinha um pai que contava historias de Itararé e do mundo pra mim. Quer maior riqueza do que isso? Vivendo e aprendendo a viver. Lendo e aprendendo a ser. Cada um de si próprio o capítulo que precede o clímax. Será o impossível? Muitos são chamados e poucos escrevem certos por linhas tortas. Há um céu. Na dúvida, largue tudo e vá ler um livro. Está estressado? Leia um livro de poemas. Está azedo? Leia um romance com capricho e conteúdo denso. Fique encucado, pense e reflita. Pode ser que ainda esteja em tempo, e você desperte a chance de pegar a chave da imaginação e então poder registrar-se numa ala da Biblioteca do Céu, estar como um verbete na enciclopédia artística de Deus, o seu nome-vida-livro nos pilares sagraciais de todas as sagas. O seu nome arrolado lá, no historial perene do livro da vida, pois o que você se escreve na terra, Deus escreve no Céu. No Céu de todas as vivências-históricas, O Paraíso dos LIVROS!.

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Silas Correa Leite, Santa Itararé das Artes, São Paulo, Brasil Primavera de Livros, 2009 – E-mail: poesilas@terra.com.br Autor de Porta-Lapsos, Poemas, e Campo de Trigo Com Corvos, Contos, a venda no site http://www.livrariacultura.com.br Prêmio Lygia Fagundes Telles Para Professor Escritor

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Poemas “E Ainda Perrguntam…”

Setembro 20, 2009

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E AINDA PERGUNTAM

Para Rubens Vieira Barbosa, Itararé-SP

…e ainda perguntam se eu sou médium

respondo que sou pleno e inteiro…

…e querem saber a minha religião

mostro a mão aberta e a alma estendida

 

…e queriam que eu fosse pastor

sou agora um pastor de poemas

…perguntam se eu enxergo no escuro

enxergar no claro é ser do claro

 

… e querem saber porque sei o que sei

eu não sei como sei só sei que sei

…e ainda querem saber porque crio tanto

a ficção-angústia que fuga é?

 

…e ainda perguntam por que tanto amo Itararé

para inscrevê-la na consciência do mundo

 

…perguntam se eu sou louco

que loucura é ter sensibilidade?

e ainda perguntam se eu sou poetna

então expludo o vulcão criativo

 

e quem quiser que conste ostras

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Silas Correa Leite – Santa Itararé das Letras

www.campodetrigocomcorvos.zip.net

E-mail: poesilas@terra.com.br

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Resenha Crítica do Livro O HOMEM QUE VIROU CERVEJA, de Silas Correa Leite

Setembro 18, 2009

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Crítica

“O Homem Que Virou Cerveja”, Livro Premiado de Crônicas de Silas Corrêa Leite

Depois de finalista do Prêmio Telecom de Portugal, com seu livro de contos premiados ‘CAMPO DE TRIGO COM CORVOS´, Editora Design, Santa Catarina a venda na http://www.livrariacultura.com.br, Silas Correa Leite, o tachado de “O Neomaldito da Web” (pelo site Capitu), com bela entrevista polêmica num dos últimos Programas “Provocações” da TV Cultura (SP) do Antonio Abujamra, está lançando agora o livro de “crônicas hilárias de um poeta boêmio”, chamado ‘O HOMEM QUE VIROU CERVEJA´, Giz Editorial, SP, Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador, Bahia. A obra traz a famosa crônica de humor que nomina o novo livro, entre causos (de Itararé, é claro!), croniquetas diversas (sobre Mania de Banho, Fanático Por Bar, Baristas), entre um e outro tributo à boêmia; acontecências engraçadas de Santa Itararé das Letras (como ele mesmo diz) e de Sampa, onde o autor exilado de sua terra-mãe reside (no Butantã). Contações do arco da velha, e ainda o belíssimo texto “A Voz da Filha Que Não Houve” (foi vertida para o espanhol por um site aí, e ficou ainda mais belamente triste), e mesmo a tal da Declaração Universal dos Direitos dos Boêmios que é um destaque nas infovias da web, tão criativo texto quanto o próprio Estatuto de Poeta que corre a rede da net vertida para o espanhol e inglês, e que constou no livro Porta-Lapsos, Poemas, Editora All-Print, SP. Da “Poética da Tristeza”, como na polêmica entrevista ao Provocações, em que o autor soberano driblou o Mefisto do Abujamra, passando pelo e-book de sucesso O RINOCERONTE DE CLARICE, primeiro livro interativo da rede mundial de computadores, tese de doutorado na UFAL, novamente Silas Correa Leite surpreende pela peculiaridade, estilo, domínio da escrita, fluência, desta feita paradoxalmente em alto astral, onde, irônico, traz um sortido de historiais, ainda com crônicas apimentadas de sensualidade em relações humanas extremamente mais realistas do que propriamente afetivas, verdadeiras narrativas pra boi dormir (no caso, cair nos risos ao lê-las), entretendo, revelando essa nua nova face de Literato contemporâneo que muito merecidamente por certo já o é. Quer saber? Basta buscá-lo num site como o Google, e você vai achá-lo em tudo quanto é lugar, quase 500 links. Com tantos prêmios de renome, vários livros, constando em mais de cem antologias literárias em verso e prosa, até no exterior, é de se esperar de Silas Correa Leite, a cada novo livro, uma mostra de sua lucidez e qualidade lítero-cultural. O Livro O HOMEM QUE VIROU CERVEJA esteve na estande da Giz Editorial, na Bienal do Livro do Rio de Janeiro (Setembro 2009), e tornou-se uma espécie de fechamento de ciclo do escritor premiado, poeta, ficcionista, resenhista, crítico, preparando-se para outros novos voos, outras obras impressionantes, surpresas letrais, trabalhos diferenciados, acima da média e sempre contundentes, altamente criativos com imaginação fora de série, no caso deste livro O HOMEM QUE VI VIROU CERVEJA, literalmente fora do sério… Aliás, o autor, que acompanho faz tempo (trabalho uma tese sobre sua importância na nova literatura brasileira), já tem um romance “aprovado” por uma importante editora da grande São Paulo, um sendo avaliado por uma editora emergente do sul, está preparando ainda outros livros, como um novo de poesia, um novo de contos, um sobre vivências na educação pública, talvez um já sobre Fortuna Crítica, alguns infantis ou infanto-juvenis, todos em surrealismo ou realismo fantástico, enquanto em tantos blogues divulga suas letras-de-rock-poemas, entre tantas baladas e blues que compõe e que ainda permanecem inéditas em gravações. Almeida Fischer disse: “Um escritor se firma e permanece na lembrança de seus contemporâneos especialmente em função de sua inventiva, de sua técnica, de sua linguagem e/ou do seu poder renovador”. Silas Correa Leite é exatamente isso; é assim, quem o conhece fica só sondando qual a própria criação a tirar da cartola de sua mente. Não vem fazendo sucesso por acaso. Não vem sendo entrevistado ou reportagem na chamada grande mídia porque escreve água com açúcar. Muito pelo contrário. Como ele tem apenas 57 anos, entre palestras, críticas sociais, ensaios e outros trabalhos em verso e prosa, não é de surpreender que o tal do “neomaldito da web” vire mesmo pop e cult, talvez entre para uma academia de letras, ou seja reconhecido por uma grande editora que banque sua obra de grosso calibre, porque é um escritor que tem muito o que produzir, criar, encantar.

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 Antonio T. Gonçalves SP

E-mail: tudotito@zipmail.com.br

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Escritor de Itararé Brilha na TV Cultura

Setembro 13, 2009

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Arte Literária de Itararé Brilha em Programa  da TV Cultura

Inúmeros Portais de Mídia de São Paulo e do Brasil como o “JorNow – A Noticia Agora”, ou mesmo o “Portal Imprensa” veiculavam o release de divulgação:

Jornalista Silas Corrêa Leite, pioneiro do e-book, fala da carreira literária no “Provocações”  (Redação Portal IMPRENSA)

“O poeta Silas Corrêa Leite, autor do primeiro e-book interativo da Internet, “O Rinoceronte de Clarice”, participa do programa “Provocações”, da TV Cultura, na próxima sexta-feira (11), às 22h (…). Em uma entrevista filosófica, permeada por uma espécie de poética da tristeza, Silas lança frases como: “Eu não quero dar a cara pra bater à lágrima. A vida não me deu limões? Então eu faço limonada de lágrimas(…)” O Poetinha Silas, como é conhecido, ainda diz não ser deste mundo e se compara a um ET (…). Ele acredita no fim das utopias, mas não da esperança. “Do pântano da condição humana, se eu não tenho sonho, então eu não me tenho mais”.  Silas Correa Leite tem forte atuação na internet e já é considerado referência na linguagem virtual. Colabora com vários veículos de comunicação do Brasil e do exterior, e tem alguns livros publicados, entre eles “Porta-Lapsos, “Poemas” e “Campo de Trigo com Corvos”, “Contos”.  Seu e-book, “O Rinoceronte de Clarice”, sucesso de downloads, constitui-se de onze ficções, todas focando Itararé (sua cidade natal), cada uma com três finais (um final feliz, um final de tragédia e um final politicamente incorreto).”

Com essa noticia bombando na mídia, Silas finalmente se apresentou no Programa Provocações, da TV Cultura de São Paulo, dia 11/09, com o polêmico Antonio Abujamra, como de praxe, provocando Silas, que, extremamente lúcido como sempre e por estilo, também poeticamente tirou de letra, por assim dizer. Teve gente que, vendo Silas citar sua admiração pelo Mestre Itarareense, Jorge Chuéri, depois confessou por e-mail ao nosso maior escritor que chorou. Silas, em pinceladas certeiras contou sua vida, sonhos, esperanças, quem o influenciou, falou tambem do Radialista Hélio Porto (que o ajudou muito nos anos 70 em SP), mas sempre com o apresentador do Programa sendo contundente, tentando uma brecha para pressionar o entrevistado. Silas, de forma humilde mas dando literalmente um show, saiu-se muito bem, espetacularmente bem e bonito no seu linguajar peculiar, lembrando um Gandhi. O programa, aliás, começou com o apresentador já lendo o belíssimo (e de alguma forma assustador) Conto “O Cego” de Silas (que está difundido em vários sites da web), e, durante a entrevista, citava frases de poemas do Itarareense Silas que brilhou, fazendo bonito nesses 9 anos do programa e nos 40 anos da TV Cultura. Como durante a segunda guerra mundial ouvíamos um oficial no front dizer “Alô Itararé”, ou quando víamos o Maestro Gaya ser reiteradamente premiado com seus melhores arranjos musicais nos festivais da Record (Anos 60 e 70), desta feita é o Silas que, mais uma vez, leva o nome de Itararé no que brilhantemente produz, cria, promove sua terra-mãe. Ao final, o entrevistado com quase lágrimas nos olhos parabenizou Itararé pelos 116 anos, depois leu o seu poema-identidade, como diz ele:

“Ser poeta é a minha maneira/De chorar escondido/Nessa existência estrangeira/Que me tenho havido”.

Emoção pura! Itararé brilha na TV Cultura. O programa que concorreu com o final da novela Caminhos da índia, teve verdadeiramente entre os caminhos do Silas, mais uma vez, a sua consagração, a sua fala por e para Itararé que com talento canta em verso e prosa, o que faz certamente o seu povo, a sua familia, os seus amigos e conterrâneos, terem muito orgulho dele.O programa vai ao ar reprisado na madrugada de quinta-feira a partir das duas horas, depois tambem será divulgado em outros canais, Sky, TV E, do SESC, e em outros tantos canais de tevê a cabo.

No site da tv Cultura o leitor ainda poderá acessar o programa Provocações, rever, gravar, ver e ouvir a edição do programa do Silas, curtindo a emoção da arte de Itararé, do brilho de um Itarareense ilustre. Fiquei com orgulho de ser de Itararé. Bravo Silas!

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Mirna Cecilia Mainardi

São Paulo-SP

micema@bol.com.br

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O HOMEM QUE VIROU CERVEJA,Crônicas Hilárias de Um Poeta Boêmio

Setembro 11, 2009

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Press-Release

Silas CORREA LEITE Poeta de Itararé-SP lança livro na Bienal do Rio

“O homem que Virou Cerveja” é o novo sucesso do poeta de Itararé.

Primeiro lugar no “Concurso Valdeck Almeida de Jesus”, o livro de Silas é um mosaico de doze crônicas em que o poeta brinda o leitor com humor inteligente levado a sério – e, muitas vezes, extraído da dor, tal como leite extraído das pedras. A riqueza semântica e a propriedade de retratar cenas do cotidiano com a ‘profunda leveza’ das palavras precisas é a arte de Silas, cuja capacidade de roubar um riso, tocar a emoção ou despertar a consciência crítica do leitor está mais do que provada.

Silas Correa Leite, natural da Estância Boêmia de Itararé-SP, colabora com quase 500 sites brasileiros e do exterior, veiculando seus diferenciados textos críticos, de humor, boêmios, além de ensaios, crônicas e mesmo contos, poemas e artigos humanistas.

“O homem que virou cerveja” é o resultado de um concurso em que brasileiros e estrangeiros fizeram resenhas do livro “Memorial do Inferno – A Saga da Família Almeida no Jardim do Éden”, de Valdeck Almeida de Jesus. O prêmio oferecido ao autor da melhor resenha seria, obviamente, o direito à edição e publicação de um livro.

SERVIÇO
O quê: Lançamento de “O homem que Virou Cerveja”
Onde:
XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro
Estande da Giz Editorial – Entre as ruas “C” e “D”, Pavilhão Laranja
Quando: dia 19 de setembro de 2009, às 16 horas

Contato com a Imprensa:

Valdeck Almeida de Jesus
valdeck2007@gmail.com

Contato com a Editora:
Simone Mateus
giz@gizeditorial.com.br
(11) 3333-3059

Dados Completos da Obra:

Título: O Homem Que Virou Cerveja
Autor: Silas Correa Leite
Editora: Giz Editorial
Número de páginas: 95
ISBN: 978-85-7855-037-0
Editora: Giz Editorial
Assunto: Crônicas
Número da edição: 1º edição
Formato: 14 x 21
Preço: R$ 30,00

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Romance Cruzeiro do Sul de Urda Alice Klueger

Setembro 8, 2009

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Pequena Resenha Crítica

Romance “Cruzeiro do Sul” de Urda Alice Klueger: A Saga Historial de Imigrantes da Metrópole e de Ameríndios na Formação do Brasil Sulista

“Para os navegantes com desejo de vento

 A memória é um ponto de partida”

Eduardo Galeano

Quando você toma para o entretenimento ler, de um romance historial de 400 páginas, como o belo livro CRUZEIRO DO SUL da sul-catarinense Urda Alice Klueger, você fica desde logo atiçado para a contenteza do deleite de um prazer de leitura a partir de uma obra literalmente de peso. Em se tratando de Urda Alice Klueger então, como o handicap todo dela, fina flor da chamada literatura brasileira contemporânea, você logo afina o seu voraz lado ledor com a harmonia salutar da preciosíssima escrita de gabarito dela. Especialista em história, Urda Alice é ainda mais, já autora de quatorze obras de alto nível. O belo romance Cruzeiro do Sul, Editora Hemisfério Sul Ltda, dá um gostoso sentimento de leitura com prazer, entrecortado com alguma ideia aqui e ali de volta às raízes, de volta as origens, quaisquer que sejam elas, num mesmo encantamento, e eu, não por acaso, um pé vermelho do sul criado em Santa Itararé das Artes, vesti-me de arrebatamentos, e de alguma maneira senti-me em casa. E vieram-me a mente as apreendências dos primeiros livros que li, todos de Érico Veríssimo também contando dos pagos sulinos, de igual feitio encantador. George H. Lewis diz que “ assim como os pássaros tem asas, o homem tem língua”. Olha a história oral e o lado memorialista atiçado. Caetano cantou da mátria língua pátria. Lendo o romance Cruzeiro do Sul, você envereda pelos capítulos todos (e pode lê-los ao acaso, de que forma quiser), e quando vê está se derretendo todo pela gostosura do bem contar, do bem narrar, uma precisa contação que seduz, alicerçando continuações e paisagem que assomam à mente com desenvoltura. Escrever é tocar corações e mentes? A fundação cultural sulista ali está inteira, plena, embonitada, paginando fatos, invencionices. Dos imigrantes da corte portuguesa em terras brasilis (ah esses brasis gerais); dos chamados silvícolas e ainda um lado antropológico no letral personalizando mestiços, mamelucos, autoridades religiosas, desde os campos gerais, da Vila de São Paulo aos pinheirais de Curitiba, entrando em terras náuticas de Santa Catarina, e assim na leitura vamo-nos, tomados pelo prazer de, bebendo as andanças e paisagens, vilas, acontecências felizes ou trágicas, cada uma das partes como o inédito destino dando sentenças ou salvando sonhos de povoamentos e colonização, entre descobertas e vivificações sociais. “A gente se esforça com paixão, durante anos, para imitar o que é, e mal chega a dar a entender a olhos experimentados o que tentou fazer”, disse Guy de Maupassant. Pois essa máxima não vale para Urda Alice. Você bebe do mundo ficcional dela, e vê ali a historiadora séria embonitando laços de ternura; vê a pesquisadora datando o confeito do historial todo com maestria, o que na obra Cruzeiro do Sul mais se afirma em Montaigne: “Só um leitor inteligente é capaz de descobrir nos escritos alheios coisas outras e lhes emprestar sentidos e aspectos mais ricos”. É isso: Urda Alice está mais para Proust e isso é um elogio e tanto que ela faz por merecer-se. O sofrimento que vem de Deus (diz um personagem do livro). O sofrimento que vem do homem (explorando seu semelhante), o que Urda Alice tipifica muito bem no que abre ao contar, confirmando a antológica frase poética de Carlos Drummond de Andrade que diz que “toda história é remorso”. Urda Alice não julga, apenas conta as versões, os enfoques, nomeia tim-tim por tim-tim, sempre tendo como pano de fundo a fundação desse verdadeiro sul-brasilis de tantas diásporas, de tanto fugitivos de guerras, de tantos aventureiros, piratas, e, sim, exploradores de toda sorte, inclusive da fé e da confiança alheia. Tempos em que a água bebia a onça. Urda Alice Klueger escreve de um jeito que parece que tudo aquilo é conosco, como se, sim, ela fosse mesmo parte da familia (familia Brasil), como se estivéssemos ao redor de uma fogueira assando pinhões, ao redor de um fogão de vermelhão com tubérculos, mates e panelas com picumãs do tempo agarrado nelas, lampiões acesos nas cabeças, religando conversas fiadas, causos pra boi dormir, mais o encantamento de muito bem saber entreter com memórias passadas a limpo, entre o imaginado e o sentido, o pesquisado e o vivido, sempre a cândida criatividade dando pano pra manga, quero dizer, dando uma bela obra. Meninos portugueses da gema aqui aprendendo a serem guris, piás, curumins. Os exóticos estrangeiros entre os colonizadores tendo que sobreviver a todo custo entre pagãos de algum modo; o configuramento de viagens, empreitas e travessias em terras virgens sendo desbravadas por colonos sofridos em pé de guerra com a sobrevivência emergencial possível e necessária, de ocasião, e ainda curiosos, aventureiros entre tantos outros personagens que vão e vem, chegam e mudam, alteram o espaço, partem, correr atrás de prejuízos, ah dura sobrevivência, os personagens todos saltam aos olhos, verossímeis, sedutores, verdadeiros, reais. Cativantes. Muito prazer de ler. Bonitezas. Construções detalhadas. Roupas, pessoas, lugares, situações. Pinceladas de ocorrências que se sucedem e costuram o novelo de situações, entrelaçando, registrando os campos, como retratos de uma época que já se perdeu na névoa do longe, as agruras, os índios, as criações, as ilusões, prosopopéias, uma obra que é um verdadeiro achado, um suntuoso celeiro de matizes a comporem o corpo ficcional todo, entre linguagens bem colocadas, colheitas com detalhes, sentimentos aflorados, rudezas sobrevivenciais, e, ainda, tudo bem sortido no letral com garbo. A personagem Isabel cativante. A história de Marixem como um achado. A igreja, os adensamentos, os povoados, lavouras, tudo contado como conhecimento que marca, toca, fica com a gente, fica bulindo com a imaginação de quem é de alguma sentido atrelado à escrita-leitura. Livro bom é assim. Há trechos de verdadeira prosa poética com você se sentindo dentro de você, feito um quintal, um bosque, um lugar uma familia, uma amizade, um reaparelhamento interior de revisitança em encantamento. “Getulio era mais imaginoso, mais sonhador, e era ele quem inventava a maioria das brincadeiras novas. Eles eram crianças simples, sem livros de história, sem gravuras bonitas, sem brinquedos coloridos, mas se viravam. Áurea trazia de casa uma algaravia de historias que iam desde a magia dos duendes e das fadas alemãs até as cruéis histórias da Moura Torta, aquela personagem emigrada de Portugal para o litoral de Santa Catarina já fazia tempo e que continuava forte e viva na tradição oral(…)” Pg. 371 Cruzeiro do Sul é um romance grande também em qualidade. Daria um belo filme, minissérie ou até uma baita novela, Viegas Fernandes da Costa, Escritor e Historiador na orelha da obra afirma o que eu assino embaixo: “Obra de maturidade da autora (Cruzeiro do Sul), narra a saga de um povo construído na diversidade étnica e na luta com as adversidades(…). Com profundo lirismo e humanismo, Urda nos tece o mural de um povo plural(…) mas também nos faz acreditar na força do ser humano quando carrega em si o sonho da vida(…)”. Ernest Hemingway dizia que o mundo quebrava as pessoas, mas elas ficavam mais fortes nos lugares onde elas foram quebradas. Deve ser por isso que o sul do Brasil, desbravado e erguido galhardia por imigrantes e filhos destes, é a região mais desenvolvida sócio-culturalmente do Brasil. O romance Cruzeiro do Sul tem esse registro pari-passu das andanças de povos de outras terras, começando depois de 1500 e terminando bem depois de 1985. Com um final (que pode ser continuação de) que é triste, amargo, mas que também é fim de algum tempo para recomeço de uma outra nova época ou geração, tempo de mudanças, talvez uma outra contação futural, que a labuta continua e nem sempre há final feliz na vida daqueles que se aventuram por outras plagas, com o espírito lusonauta de conhecer, construir, deixar o sal da lágrima de Portugal em berços explêndidos de muitas madeiras, minérios, águas, sementes e açúcares. Os sofrimentos que fizeram o Brasil, o sofrimento que fazem hoje, muito além do sul do Brasil com os excluídos sociais, os sem teto, sem terra, sem amor, os minhocos; filhos da terra sonhando uma Pasárgada, uma Onira, um Eldorado que parece estar mesmo dentro de cada um de nós, como uma história de sedução e conquista. O maravilhoso mundo mágico da escrita de Urda Alice, dando uma idéia de como pode ter sido a colonização do Brasil florão da américa católica, com sua colonização de exploração, com sua mistura de ranças, crenças, mas mantendo a língua-mestra com a qual Urda Alice Klueger criou um clássico.

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Silas Correa Leite – Santa Itararé das Artes, São Paulo, Brasil Teórico da Educação, Jornalista Comunitário, Conselheiro em Direitos Humanos – E-mail: poesilas@erra.com.br Blogue: http://www.portas-lapsos.zip.net Autor entre outros de O HOMEM QUE VIROU CERVEJA, Crônicas Hilárias de Um Poeta Boêmio, Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador, Bahia, 2009, Giz Editorial, no prelo

BOX: CRUZEIRO DO SUL, Romance Urda Alice Klueger – urda@flynet.com.br Editora Hemisfério Sul, Santa Catarina